Qual a diferença entre a cadeira flexora e a mesa flexora? Qual a melhor?
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Os isquiotibiais, compostos por semitendíneo, semimembranoso e bíceps femoral, são trabalhados de diferentes formas. Devido ao seu potencial de força e estabilização, precisamos de diferentes movimentos para estimulá-los. Neste sentido, a cadeira e a mesa flexora são dois dos exercícios mais usados.

Mas como assim? Cadeira e mesa flexora são diferentes? Sim, são. O objetivo e o movimento articular é o mesmo, mas há diferenças fundamentais entre os aparelhos e consequentemente, no exercício em si.

Qual a diferença entre a cadeira e mesa flexora?

Os isquiotibiais realizam diferentes movimentos. Entre os principais, estão a flexão do joelho, fortemente trabalhada na cadeira e na mesa flexora e a extensão de quadril (em conjunto com os glúteos).

A cadeira flexora e a mesa flexora, tem como base a flexão de joelho. Porém, o grau de flexão do quadril é diferente. Isso faz com que a ativação dos isquiotibiais mude. No caso da cadeira flexora, temos um grau maior de flexão de quadril, o que otimiza a contração muscular dos isquiotibiais.

Resumindo, a grande diferença da cadeira flexora e mesa flexora é a angulação do quadril, a amplitude de movimento e a forma como os isquiotibiais são solicitados.

Uma delas é melhor do que a outra? No geral, não. Apenas tem suas particularidades. Para que fique mais claro, vou falar de cada uma delas de forma separada.

Mesa flexora, benefícios e desavantagens

Veja neste vídeo, a execução da mesa flexora:

A menor angulação do quadril, neste movimento, quando comparado a cadeira flexora, faz com que os isquiotibiais tenham uma menor relação de força comprimento. Por isso, é comum que o praticante sinta maior solicitação muscular na porção mais próxima dos joelhos.

Isso, se analisado de forma isolada, poderia ser visto como um problema. Mas na prática não é.

A grande vantagem da mesa flexora é que ela permite uma amplitude mais elevada, quando comparada à cadeira flexora. Com isso, temos um movimento mais amplo e consequentemente, um estímulo mais adequado para determinados contextos.

Porém, pelo fato de termos uma flexão de quadril menor, reduz a eficiência da relação força e comprimento. Isso faz com que muitas pessoas não consigam usar tanta carga na mesa flexora, quanto conseguem na cadeira flexora. Dependendo de seu objetivo, isso pode vir a ser um problema. Mas para a população em geral, acaba sendo irrelevante.

Vantagens e desvantagens da cadeira flexora

Diferentemente do que acontece com a mesa flexora, aqui temos uma flexão de quadril mais acentuada. Isso otimiza o trabalho muscular, em termos de eficiência mecânica. Porém, devido a posição do corpo e do joelho em relação ao movimento, faz com que a amplitude muscular seja um pouco menor.

Com isso, em alguns casos, este movimento pode produzir menos microlesões teciduais, quando comparado a mesa flexora. Não é via de regra, mas pode acontecer em alguns casos.

Para contrapor isso, a cadeira flexora, pela posição do quadril e do corpo, tende a ser mais fácil de ser executada. Por isso, iniciantes tem mais facilidade para utilizar ela, do que a mesa flexora.

Cadeira ou mesa flexora, qual é melhor?

Você que acompanha meus textos aqui no Treino Mestre, sabe que não gosto de definir o que é “melhor”. Tanto a cadeira flexora, quanto à mesa flexora, tem vantagens e desvantagens. Mas quem disse que você precisa escolher apenas uma delas?

Se a sua academia permite, por que não utilizar elas de forma conjunta, aproveitando as vantagens de cada uma delas?

Além do mais, há certas limitações em cada uma delas, que podem ser sanadas por determinados exercícios.

O que não deve acontece, é você escolher apenas uma delas e trabalhar sempre com a mesma. Seu corpo entrará em um estado de platô de desenvolvimento.

Em dadas fases da periodização, use mais uma do que a outra. Depois, altere. Quando possível, utilize as duas.

Isso é treinamento inteligente. É pegar o melhor de cada contexto, de cada exercício ou método e aplicar no momento certo.

Por exemplo, se eu quero trabalhar de forma mais intensa com força máxima, se torna melhor e mais efetivo, o trabalho com a cadeira flexora. Porém, se eu preciso de mais amplitude de movimento, a mesa flexora é uma opção melhor.

Perceba que não há respostas prontas. Tudo depende de quem é você e de seus objetivos naquele momento.

Além do mais, há outros exercícios para isquiotibiais que vão complementar o treino.O Stiff, por exemplo, é fantástico para este objetivo e devido a inúmeras situações, pode até ser mais efetivo do que a cadeira ou a mesa flexora. Mas tudo depende de cada caso.

O que fica claro é que ambos os aparelhos têm vantagens e desvantagens. Cabe a você e ao seu treinador, escolher qual deles se enquadra melhor nas suas necessidades naquele momento. Muitas vezes, o melhor é usar os dois aparelhos.

Sempre treine com a orientação de um bom profissional. Bons treinos!

 

(Fonte: treinomestre.com)
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